sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Não ao Biotério - Por uma ciência a sério.


Na Azambuja está prestes a ser construído um dos maiores biotérios da Europa para a criação de animais usados em experimentação científica.

O projecto, subsidiado por fundos portugueses e comunitários no montante de 27 milhões de Euros, é promovido pela Fundação Champalimaud, em parceria com a Universidade de Lisboa, a Fundação Calouste Gulbenkian e com o apoio da Câmara Municipal da Azambuja e do Governo Português.

Este biotério é também um investimento de fundos portugueses e europeus manifestamente extemporâneo num momento em que a comunidade científica europeia e mundial (Food and Drug Administration, EUA) reconhece que apenas 8% dos medicamentos validados em animais são eficazes em humanos.

Devido à existência de diferenças fisiológicas e anatómicas significativas entre seres humanos e animais, também nos encontramos num momento da história da ciência em que a comunidade científica europeia e mundial cada vez mais abandona o uso de animais e se prepara para a substituição da experimentação animal por alternativas mais credíveis, benéficas, económicas, éticas e eficazes na pesquisa, diagnóstico e cura de doenças humanas.

Face ao amplamente documentado falhanço da experimentação animal, com consequências para as vidas humanas e o avanço da ciência, o financiamento público de um biotério é escandaloso e representa uma estagnação do progresso científico e esbanjamento de dinheiro em infra-estruturas condenadas ao fracasso.

Para tornar Portugal num exemplo internacional de inovação e acreditação científica, a aposta segura deverá ser no desenvolvimento de novas alternativas experimentais e não num negócio que se adivinha ruinoso tanto ética como economicamente.



A Plataforma de Objecção ao Biotério é um movimento cívico criado por um grupo de pessoas que se juntaram com o objectivo de combater o projecto de construção do Biotério da Fundação Champalimaud.
Como é do conhecimento público, a Fundação Champalimaud pretende construir um biotério com 25 mil gaiolas para produzir animais para experimentação animal, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Universidade de Lisboa e em terrenos cedidos pelo município da Azambuja.
Enquanto cidadãos responsáveis e informados, somos contra a experimentação animal por motivos éticos e científicos e legais.

Assim e por este biotério ser o maior de Portugal, dos maiores da Europa, ter fins comerciais, envolver dinheiros públicos e ter por objectivo exportar animais para vários cantos do mundo, inclusive países onde não existe qualquer legislação de protecção aos animais, decidiram opor-se com todas as nossas forças à construção deste revoltante projecto.

Colabore! Ajude a fazer de Portugal um modelo de ciência séria e responsável!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Haiti

Não há palavras para descrever o que aconteceu.
Não há palavras para definir o desepero daquele povo (um dos mais pobres países do mundo).
Mas há palavras para ajudar.
Tão pouco para nós...faz tanta diferença para eles.


Para quem quiser ajudar:

Cáritas Portuguesa
A associação lançou uma campanha de solidariedade e disponibilizou de imediato uma verba de 5 mil euros à Cáritas do Haiti para ajudar as vítimas do sismo de terça-feira.
A organização espera que, tal como aconteceu em campanhas anteriores, o povo português "dê uma resposta ampla, generosa e inequívoca" perante a devastação que atingiu este país das Caraíbas.
Quem quiser contribuir pode fazer o seu donativo na conta «Cáritas Ajuda Haiti», com o NIB 003506970063000753053, da Caixa Geral de Depósitos.
Mais informações AQUI.

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AMI
A Assistência Médica Internacional também lançou uma campanha para a sua missão de emergência no Haiti, que envia hoje para aquele país uma equipa exploratória cujo objectivo e fazer um levantamento das necessidades das zonas afectadas pelo sismo.
A AMI apela aos donativos para ajudar a "reconstruir as vidas que ficaram destruídas".

Para contribuir, pode fazer uma transferência bancária através do NIB: 0007 001 500 400 000 00672; ou no Multibanco, basta seleccionar o menu "Pagamento de Serviços" e inserir Entidade: 20909 Referência 909 909 909 e a quantia que escolheu doar.
Mais informações AQUI.

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UNICEF
A UNICEF, com equipas de emergência no Haiti, pôs em prática "um apelo urgente" à contribuição para ajudar as vítimas do sismo. Em comunicado, explica que "os fundos são urgentemente necessários para proporcionar água potável, abrigo temporário, artigos de saúde essenciais e outros bens de primeira necessidade."
É possível contribuir a partir deste link, preenchendo um formulário que permite duas opções: seleccionando a opção de gerar, automaticamente, uma referência multibanco, ou inserindo o número de cartão de crédito - a UNICEF garante a segurança da transacção através da Internet.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Bolo de Iogurte de stracciatella

Apeteceu-me um bolinho simples.
Não tinha tempo nem paciência para estar muito tempo na cozinha.
Lembrei-me do bolo de iogurte, tão simples e tão fácil.
Lembrei-me dos iogurtes de stracciatella que moravam no frigorifico.


Resultado: experiência extremamente bem sucedida.
Nota mental: a repetir.

Vamos à receita?
(inspirado no bolo de iogurte)

Ingredientes:
(a medida é o copo de iogurte)
4 ovos
1,5 medidas de açúcar
2 iogurtes cremosos de stracciatella
1 medida de farinha
1 medida de maizena
1 colher de sobremesa de fermento

Preparação:
Bater todos os ingredientes até obter uma mistura homogénea.
Vai a cozer em forma untada e polvilhada a 180ºC até estar cozido (+-35 minutos, mas façam o teste do palito, pode ser?)

Bom apetite!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Caixinhas de papel para presentes

Lembram-se das caixinhas que fiz para oferecer com bombons?



A pedido de várias famílias, e porque acho que é uma coisa tão gira e tão fácil de fazer, aqui fica a receita das ditas caixinhas!
São muito fáceis de fazer, não precisam de cola nem de agrafos (a não ser nas vossas inovações decorativas) e permitem dar azo à vossa criatividade na hora de decorar.
Eu optei por fechá-las com um simples laçarote numa delicada fita de cetim.

Vamos à receita?

Ingredientes:
Para caixinhas de 7,5 cm x 7,5 cm
- Cartolina verde musgo escuro para os fundos
- Folhas de papel decorativo para a tampa (usei papel montesinho, dourado esverdeado com um pequeno padrão – comprei no Stapples)
- 80 cm de fita de cetim (usei dourada com 1,5 cm)
- Tesoura ou guilhotina
- Régua

Preparação:
Comece por preparar as folhas para os fundos e para as tampas. As folhas deverão ficar quadradas e com as seguintes medidas:

Tampa: 21 cm x 21 cm (ao usar folhas A4 basta cortar o lado mais comprido)
Fundos: 19,5 cm x 19,5 cm (as dimensões dos fundos podem variar consoante a espessura do papel. Como usei cartolina tive de reduzir até aos 19,5 cm, mas para folhas mais finas basta reduzir até aos 20 cm. Faça sempre um teste antes de começar a fazer as caixas para não estragar muito papel)

Construa as caixinhas seguindo os passos do vídeo seguinte:



Depois basta encher a caixinha a gosto e passar fita de cetim em volta da caixa, terminando com um laço.

Espero que gostem :)

sábado, 2 de janeiro de 2010

Tempo

O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo, que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem.

Maldito tempo que nos foge e que dita a nossa vida...só queria que ele parasse um bocadinho...só um bocadinho para poder viver a vida como sonhei viver.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Bolo Rainha

Faz hoje uma semana que tive o meu incidente de automóvel. Hoje estava lá outro carro acidentado, mas desta vez teve menos sorte que eu :( e foi conhecer de perto as árvores…o carro ficou danificado mas o condutor parecia bem.
Pelos vistos há uns tempos atrás um camião de combustível teve um derrame naquele local e desde aí, principalmente quando chove, há alguns acidentes. Se calhar dava jeito limpar a zona…digo eu. Mas enfim…

Também faz hoje uma semana que fiz o bolo rainha ou será que fiz um quase quase desastre culinário???




Cheguei a casa toda contente com a minha tarde de folga e meti logo mãos à obra. Comecei pelo bolo rainha porque era o que mais tempo demorava entre amassar, levedar e cozer. Com a pressa não li a receita toda de inicio a fim, li como se costuma dizer, na diagonal.
Resultado: misturei todos os ingredientes e mandei amassar na MFP mas só depois é que vi que primeiro se amassava a farinha com a água e só depois se colocava o vinho e a laranja, ou seja, embebedei as desgraçadas das leveduras e massa não cresceu como deveria….Tirando este pequeno detalhe estava um bolo saborosíssimo, um bocadito duro mas muito saboroso!
Tenho de repetir e desta vez vou tentar fazer tudo direitinho!

A receita copiei da Abelha, podem comprovar no blog dela que o bolo efectivamente cresce :p Como não podia deixar de ser acrescentei uma pitada de chocolate! Acrescentei também, a conselho da Abelha, 100 g de açúcar para os mais gulosos ;)

Vamos à receita?

Ingredientes:
Farinha para Pão Brioche Branca de Neve
200 ml de água
250 g de Frutos secos ( usei noz, amêndoa laminada e pinhões)
100 g de chocolate de culinária picado
100 g de açúcar
2 colheres de sopa de Vinho do Porto
raspa de 1/2 Laranja
1 ovo batido para pincelar
100 g de Frutos secos para decorar
açúcar em pó para polvilhar

Preparação:
Coloque a água tépida na cuba da máquina do pão e junte o conteúdo da embalagem, seleccione o programa de massas.
Quando programa terminar, adicione o açúcar, os frutos secos, o Vinho do Porto e a raspa de laranja e seleccione novamente o programa de massas.

Quando terminar retire a massa da cuba para uma superfície enfarinhada e molde uma coroa.
(eu dividi a massa em 2 e obtive 2 bolos rainhas pequenos, mas se tivesse seguido a receita à risca e a massa tivesse levedado convenientemente dava 2 bolos jeitosinhos).
Coloque num tabuleiro untado (coloquei sobre papel vegetal), tape com um pano e deixe levedar em lugar quente (fiz como a abelha recomendou e aqueci previamente o forno, e desliguei quando coloquei os bolos lá dentro. Deixei levedar cerca de 45 min).

Depois do bolo levedado, insira cuidadosamente as pepitas de chocolate (só adicionei aqui para evitar que derretem-se e se misturassem com a massa), pincele com o ovo batido e decore com os restantes frutos secos. Leve a forno pré-aquecido a 180º cerca de 30 minutos.

Polvilhe com açúcar em pó.


E obviamente que não podia deixar de falar da passagem de ano. É uma festa da qual não sou propriamente fã...porque é que as pessoas que querem ficar em casa enroladinhas no sofá são logo rotuladas de anti-sociais que não têm amigos para festejar o inicio do novo ano?
Mas não quero com isto dizer que não gosto do começo de um novo ano, bem pelo contrário!

O inicio de um novo ano é sempre o renovar das esperanças, a fé nas nossas possibilidades e o acreditar que podemos mudar e que nos podemos tornar pessoas melhores quer a nível pessoal quer a nível profissional. Por isso um Excelente 2010 para todos vós!


"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente"
Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Sonhos de Natal

Sonhos de comer e não sonhos de sonhar :) se bem que o Natal também é feito de sonhos de sonhar!!



O Natal passou num instante e estes dias de pausa souberam-me tão bem!
O dia 24 ia começando mal, quase quase quase que me espatifei logo pela de manhãzinha mas o meu anjolas da guarda lá abriu as asinhas e tratou de tudo. Andei armada em às da condução (ou não!!) e saquei um peão à saída da A25. “Só” fiquei virada em sentido contrário em plena saída da A25. Como não bati em nada e ninguém me bateu?? É simples, o meu anjo da guarda é muito competente (e não…não ia depressa nem coisa que se pareça, os pneus são novos e a única explicação que encontro é a sujidade na estrada, se bem que tenho vindo a desenvolver uma teoria em que a culpa é da linha branca).
Depois inspirei fundo várias vezes, mandei-me acalmar e, sem saber como fui capaz de tanta lucidez, inverti a marcha e segui a minha vida.

Mas falemos do Natal, passado o susto ainda fui trabalhar de manhã e à horinha do almoço ofereceram-nos a tarde :D Lá vim para casa, devagar devagarinho porque o susto ainda estava muito fresco na memória, e meti mãos à obra!
Consegui fazer tudo o que tinha planeado o que me deixou muito satisfeita.
Fiz os bombons e as trufas e ainda consegui fazer brigadeiros, tudo para por nas caixinhas que tinham ficado prontas no dia 23 à noite. Modéstia à parte mas acho que ficaram giríssimas e toda a gente adorou!

Depois coloco as receitinhas do conteúdo.

Fiz ainda o bolito de chocolate (sorry, mas esqueci-me de tirar fotos) e bolo rainha, um para a noite de consoada e outro para o dia de Natal.


Daqui quase que resultava um desastre culinário, mas conto depois ;)

Mas no meio disto tudo o que mais gosto de fazer (e comer!!) são sem dúvida os sonhos! A receita é da minha bisavó que a escreveu num livrinho que guardo com muito carinho.

A minha bisavó, a quem chamávamos Vó, partiu quando eu tinha 15 anos…ela viveu muitos anos connosco e fez parte da minha educação e crescimento. Aturava as nossas coisas de criança com uma paciência que só as bisavós têm. Um dia meti na cabeça que ela não sabia ler e que eu tinha de a ensinar. Como ela era velhinha, e eu achava que ela via mal, peguei numa caixa de óleo fula porque tinha umas letras grandes e assim ela ia conseguir ler! E ela na sua infinita paciência lá fazia de conta que não sabia ler e que estava a aprender comigo…

Deixando as histórias da infância e voltando à receita, a minha bisavó passou a receita à minha avó que mais tarde me ensinou a mim. Falha aqui uma pessoa não falha??? Pois é, a minha mãe nunca soube fazer sonhos, ela bem tenta mas é um desastre culinário garantido!! Este ano lá tentou novamente e devo dizer-vos que conseguiu belíssimas obras de arte abstracta, que foram comparadas ao Shreck porque tinham corninhos e segundo a minha irmã não estavam propriamente comestíveis.

É uma receita muito simples, muito fácil em que o “segredo” está na paciência para amassar a massa e no “olho” para ver quando a massa está boa e não precisa de mais ovos. E depois há o molho que lhes confere o toque final e os torna irresistíveis!!

A receita faço a olhómetro, mas vou tentar reproduzir para vocês.
Vamos à receita?

Ingredientes:
Massa:
(usei como medida uma chávena almoçadeira)
2 medidas de leite (cerca de 750 mL)
2 medidas de farinha
9 ovos (pode precisar de mais)

Molho:
200 grs de açúcar
Água q.b. apenas para cobrir o açúcar
2 colheres de sopa de vinho do porto
1 colher de chá de canela
Casca (sem a parte branca de meio limão)

Preparação:

Massa:
Ferver o leite.
Colocar a farinha num recipiente e fazer uma cova no meio. Quando o leite estiver fervido verter em cima da farinha e amassar até obter uma massa consistente e uniforme. (Eu coloquei cerca de 15 minutos no meu robot de cozinha, numa velocidade baixa, com o acessório para massas. Antigamente amassava à mão, mas se tenho uma maquineta que faz isso por mim porque não usar?? :P ).
Adicionar os ovos 1 a 1 e mexer bem entre cada adição. Quando a massa estiver fluida e consistente está pronta!
Fritar os sonhos em óleo quente. Para fazer as bolinhas usei uma colher de sopa, não é necessário moldar as bolas porque à medida que se fritam eles adquirem a forma! O óleo não deve estar muito muito quente senão os sonhos ficam dourados por fora mas não “rebentam” e ficam pesados.

Molho:
Levar todos os ingredientes ao lume e deixar ferver até ter uma textura +- caramelizada. Verter por cima dos sonhos e servir.
Não deixem ferver em lume forte senão correm o risco de ficarem com o fogão cheio de caramelo ;)

A noite de Natal correu muito bem, foi diferente dos “meus” Natais mas igualmente muito familiar. O dia de Natal foi passado em Braga :) e soube-me tão bem!

Já vos disse que gosto muito do Natal?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal

Sempre gostei do Natal. Sempre adorei tudo relacionado com a reunião da família, as decorações da casa, o pinheiro, o presépio, a azáfama do dia 24, as prendas na manhã do 25!!
Guardo recordações tão boas dos Natais da minha infância que não consigo deixar de sentir um apertozinho no coração quando me recordo deles.

Em casa da minha mãe tivemos durante anos e anos um presépio com musgo, com aquelas figurinhas típicas de barro (havia a sagrada família, os reis magos sentados nos camelos, as casinhas, o castelo, galinhas, cães, moinhos e pontes e até uma banda de música!!) e um pinheiro natural feio e mal jeitoso :p. Nunca se cortavam árvores, cortava-se sempre um galho de um pinheiro grande, por isso é que tínhamos uma arvore defeituosa :) Deixamos de ter o musgo por causa dos animais e passamos a usar papel crepe! É que os cães tinham uma atracção especial pelo musgo :p

Gostava tanto de ir escolher o pinheiro com o meu avô ou com a minha avó. De ir apanhar musgo com as minhas irmãs e ver quem trazia o pedaço maior, de apanhar galhos e pinhas para o presépio! Às vezes, quando não íamos ao Samão antes do Natal, os meus avós traziam o pinheiro e o musgo no dia 24 e era uma correria para montar a árvore e fazer o presépio.
Depois recortava os pais natais e os sininhos dos papeis de embrulho e colava nas portas de casa, pendurava fitas e bolinhas em todo lado e muitas luzinhas na sala!

Se os meus avós chegassem cedo, ainda ia com a Avó Maria às compras. Adorava ir com ela porque ela comprava montes de coisas para as vizinhas e para ela e eu achava um piadão aquilo! Também aproveitava para comprar qualquer coisa para as minhas irmãs com o pouco dinheiro que tinha, às vezes um peluche muito baratinho, mas eu ficava tão contente de ter alguma coisa para lhes dar!

Depois vinha a azáfama da preparação da ceia, sempre acompanhada pela música de Natal que nos invadia a casa vinda lá de fora . Todas de volta do fogão de lenha, entre aletria, mexidos, rabanadas, sonhos, bolinhos de bacalhau e o tradicional bacalhau! Costumávamos ter pinhas (daquelas com pinhões :p ) que colocávamos no forno do fogão para ajudar a abrir e depois retirávamos os pinhões. Era garantido que ficávamos todas pretas e que metade dos pinhões, que deveriam ir para os mexidos, iam directos para a barriguita! O cheiro a resina das pinhas, misturado com o cheiro a canela é para mim o cheiro do Natal!! Que saudades…

As prendas só se abriam dia 25, não eram trazidas pelo Pai Natal. Lá em casa era o menino Jesus que as trazia…na manhã do 25 a primeira a acordar ia a correr chamar as outras 2 para abrir as prendas (nunca soube onde a minha mãe e o meu Padrinho escondiam as prendas). Era uma alegria tão genuína! Presentes abertos e toca a preparar para a missa de Natal, no fim visitávamos o presépio movimentado lá da paróquia. A tarde era reservada para passear com a mãe pelos muitos presépios que havia (e há) na cidade.

Alguns, poucos, Natais ainda foram passados no Samão, mas aí era tudo muito diferente. Embora goste mesmo muito de ir ao Samão e de lá estar, nunca gostei de lá passar o Natal, não era a mesma coisa. E nem o manto branco da neve compensava um Natal fora de Braga!

Fomos crescendo e alguma da magia foi-se perdendo, algumas pessoas deixaram de vir à Ceia de Natal, outras foram ter com Ele e deixaram-nos as saudades. Mas continuo a gostar do Natal, continuo a gostar tanto de estar com a família, da azáfama, dos cheiros, das emoções. Talvez um dia, quando houver netos a magia do Natal retome todo o seu esplendor!

Esta vai ser a minha primeira ceia de Natal sem a minha família de sangue mas também vai ser o primeiro Natal com a minha “nova” família! Não estou triste por não estar com eles na Ceia, é obvio que gostaria de estar e o ideal era juntar toda a gente lá em casa, mas como não é possível tenho de viver da mesma forma esta nova realidade e o Natal continuará a ser Natal!
Fico mais triste por saber que a minha mãe vai sentir muito mais a minha falta…e para ela será o primeiro Natal sem as suas 3 filhas juntas.

Agora vou-me deixar de lamechices e preparar o Natal. Tenho 1001 coisas para fazer e amanhã ainda é dia de trabalho. Decidi fazer uns presentinhos caseiros e ainda nem comecei.
Quero fazer umas caixinhas em papel e colocar lá dentro trufas de chocolate e bombons de côco. Tenho ainda um bolo de chocolate para fazer, 2 bolos rainhas (que vão levar uma pitadinha de chocolate) e sonhos, por isso hoje saio à horinha e mãos à obra!!
Para os meus tesouros comprei umas latinhas gourmet que eles adoram :) mas que só comem em ocasiões especiais!

Se não nos virmos antes, um Santo e Feliz Natal na companhia de quem mais amam. E que o Natal seja um momento de alegria, amor e partilha!

FELIZ NATAL PARA TODOS VOCÊS

Este é o nosso presépio, feito por nós no ano passado :) O musgo não é verdadeiro mas disfarça bem :p
Gosto muito dele, porque além de ter umas figuras fofissimas, faz-me lembrar os presépios tradicionais e foi feito por nós com muito amor e dedicação (e paciência...muita paciência).

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Uma caixinha, gatos e excelente fim-de-semana!!

E começando pelas coisas mesmo boas, falemos do fim-de-semana!

Frio? Milhares de coisas para fazer? Correria para um lado e para o outro? Uma dor de cabeça descomunal?? Nada disso importa...o BENFICA ganhou aos tripeiros mafiosos!! Ah pois é, temos pena...ou nem por isso!!


Saviola marcou o golo da vitória!!

E pronto, agora que já partilhei esta minha alegria com vocês falemos de decoupage. Já há algum tempo que não vos mostrava nenhum trabalhinho…porque não tenho tido tempo :( tinha tantos projectos para o Natal e nada.

Esta caixinha foi feita há já algum tempo para guardar os chás lá na V. Na nossa salinha temos o cantinho do lanche, onde há chá, cevada Pensal, compotas caseiras e tostinhas e de vez em quando lá aparece um bolinho :)
Gostei muito do resultado final, simples, divertida e alegre!


Os bolinhos não têm aparecido na V. nem por aqui porque não há ovos. As galinhas continuam de greve e estou a guardar os poucos que tenho para o Natal. Ontem fui comprar meia dúzia…optei por comprar biológicos porque acho indescritíveis as condições em que são produzidos os ovos “comerciais”. Custaram-me 2,54€ (os outros custavam 0,69€) meia dúzia de ovos, mas pelo menos sei que não contribuo para os maus tratos às galinhas de capoeira. “Mais importante que o motivo pelo qual morrem, são as condições em que vivem”, já não sei quem o disse, mas concordo plenamente. Todos os seres vivos morrem um dia e todos têm direito a uma vida digna!

E para terminar em beleza, deixo-vos estas foto, palavras para quê?? :)

Antigamente cabiam bem os 2, mas o Afonso cresceu e agora é o que se vê. Mas são felizes assim!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Um ano de Afonsinho!!

Faz hoje um ano que o Afonsinho entrou nas nossas vidas e com ele muitas asneiras, mas acima de tudo, muito mimo e um doce de gato que nos faz sorrir :)

Claro que não há grandes objectos decorativos, nem plantas, nem flores...mas há muita alegria, muito amor e muita fofisse!! Digam lá se eram capazes de resistir???

Quando chegou! Uma bola de pelo encantadora :) com 2,5 meses!

Quando esteve doentinho...2 meses de luta para agora ser um senhor gato!

Armado em enfeite de Natal :)

Com a irmã Milu que o ajudou a criar ;)

No quentinho com o seu ratinho :)

E para terminar, nada como uma boa soneca no colo da mamã...

...ou no colo do papá!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Bolo de Leite e Limão

O tempo continua a não ser muito, mas este bolo tem de ser partilhado!!!
É qualquer coisa maravilhosa, não só pelo sabor, mas também por ter uma textura tão leve que parece que se desfaz na boca!!!


Além de tudo isto é uma excelente opção para tempos de crise de ovos (como é o caso neste momento...suas excelências estão de greve) porque só leva 2 ovitos!

Ainda está quente, quentinho...acabadinho de sair de forno :)
A receita é de um suplmento "O melhor da cozinha Portuguesa" de um TV7 Dias antiga!

Aconselho vivamente, experimentem...é mesmo muiiito bom e sabe tão bem ainda quentinho!!!

Vamos à receita?

Ingredientes:
125 g de manteiga
250 g de açúcar (uso 200 g)
2 ovos
250 g de farinha (uso 200 g)
1 colher de chá de fermento em pó
2 dL de leite
1 limão (raspa e sumo)

Preparação:
Bata a manteiga com o açúcar até ficar em creme. Junte as gemas e bata.
Envolva cuidadosamente a farinha, o fermento, o leite e o sumo+raspa do limão ao preparado das gemas.
À parte, bata as claras em castelo e misture-as suavemente no preparado anterior.

Leve a cozer em forma untada e polvilhada, durante 40 minutos, no forno a 180º C. Verifique a cozedura com um palito.



Já que estamos na época Natalícia, aproveito para divulgar a Lojinha de Natal da Associação. Se quiserem ajudar podem comprar algumas coisitas lá! Os nossos meninos agradecem :)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tarte de 3 chocolates

Deixem-me lá ver se eu ainda sei colocar mensagens novas nos blog…

Oh pá, estes últimos tempos têm sido loucos, ando sem tempo para absolutamente nada…não estão a ser tempos maus, estão a ser simplesmente muito preenchidos! Entre acções de Team Building da empresa, casamentos, aniversários, trabalhinho e preparação da lojinha de Natal da Associação, pouco tempo sobra para cozinhar e muito menos para conseguir postar alguma coisa! De vez em quando lá vou passando nos vossos blogs…mas nem isso tenho conseguido manter actualizado.

Hoje decidi tirar 5 minutos para postar esta receita, não só por ser a receita que é, mas também como “homenagem” a uma grande senhora da blogosfera.



Quem conhece a Abelha Maia sabe que ela é uma Mulher com M gigante, daquelas que já é difícil de encontrar. Tem um coração do tamanho do mundo, uma dedicação à família exemplar e uma boa disposição contagiante. Embora já a “conhecesse” da blogosfera foi um menino chamado Rogério (de quem é Madrinha :p) que nos aproximou e que permitiu que nos conhecêssemos pessoalmente e tudo aquilo que transparece através do seu blog é aquilo que ela é :)
Foi graças a ela que conheci a famosíssima cuajada e fiz esta belíssima tarte! Além de ser uma sobremesa giríssima, não é nada complicada de fazer e é um sucesso garantido. Eu admito que fiquei um pouco desapontada com a tarte porque não gosto de leite e, como podem ver pelos ingredientes, é uma tarte que leva muito leite e muitas natas. No entanto, e como não sou exemplo para ninguém, posso-vos dizer que toda a gente que provou simplesmente adorou!!
Obrigada Abelha por seres como és e por me teres apresentado a Cuajada ;) Beijinho grande para ti!

Esta receita vai direitinha para o livro das receitas boas porque é concerteza um sucesso em qualquer evento que compareça :)

Vamos à receita?
(embora esteja em muitos blogs, eu segui a da Patanisca)

Ingredientes:
150 g de chocolate negro + 1 colher de sopa de cacau magro em pó
150 g de chocolate de leite (usei 100 g)
150 g de chocolate branco (usei 100 g)
2 pacotes de natas + 350 ml de leite (mistura de natas: misture tudo e divida em 3 partes de 250ml)
750 ml. de leite (dividida em 3 partes de 250ml)
3 pacotes de cuajda
2 pacotes de chipmix chocolate+100g de chocolate negro+1 colher de sopa de manteiga (usei bolacha Maria)

Preparação:
Comece por fazer a base. Pique as bolachas e derreta o chocolate com a manteiga. Misture tudo e faça a base, colocando a mistura numa forma de fundo amovível e apertando bem.

Numa panela, misture o chocolate negro, o cacau, 250ml da mistura de natas, 250 ml do leite e 1 pacote de cuajada. Mexa até engrossar, deixe arrefecer um pouco e coloque por cima da base.

Quando a primeira mistura estiver completamente arrefecida, na mesma panela, faça a camada castanha (chocolate de leite+250ml mistura de natas+250ml leite+1 pacote cuajada).

Faça a camada branca utilizando o mesmo procedimento das camadas anteriores.

Leve ao frigorífico e desenforme no dia seginte.

A camada de bolacha descola-se mais facilmente da base se aquecer um pouco a forma antes de partir as fatias.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Vou ali martirizar-me…

“Não passaram mais de três anos desde a visita anterior dos Depeche Mode a Portugal, mas a julgar pelo entusiasmo do público no concerto de ontem, em Lisboa, as saudades da banda britânica já eram muitas. Ao longo de duas horas, o trio britânico regressou a um Pavilhão Atlântico esgotado, mostrou-se em forma e apresentou um conjunto de canções quase irrepreensível.

(…) Acompanhados por um ecrã gigante (com eficazes jogos de cromatismo e geometria) e por mais dois músicos (um teclista e um baterista), Dave Gahan, Martin Gore e Andrew Fletcher demonstraram, desde os primeiros minutos, uma inquebrável sintonia com o público sem sequer precisarem de falar muito.

"Home" terá sido um dos momentos mais determinantes, onde Dave Gahan cedeu o protagonismo vocal a Martin Gore - que cantou um dos melhores temas do excelente "Ultra" (1997) apenas acompanhado pelo piano. Como uma grande canção funciona bem em vários formatos, esta tornou-se arrepiante e desarmante nesta versão minimalista, desprovida da electrónica e orquestrações do original.

Outra canção de "Ultra", "It's No Good", despertou reacções mais efusivas, onde a pose dançante de Gahan foi acompanhada por muitos milhares. Efervescente encontro de ritmos viciantes e efeitos luminosos, tornou o Pavilhão Atlântico numa gigantesca discoteca e gerou um dos muitos momentos em que grande parte do público se manteve de pé. (…)"

Texto retirado daqui.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Queques de frango de linguiça

Eu amanhã devia estar em Lisboa a ver estes gajos...pois devia...mas não vou estar. Como diria o outro (obrigadinha Markl por te teres passado ao fresco...e agora quem me faz rir logo de manhã? Quem???), são coisas que acontecem...


Vou ali num instante afogar as mágoas nestes queques e volto já.


Mais uma receita daqui, não tenho culpa que sejam boas...Em vez de usar carne frias usei o resto de um frango assado e 2 linguiças. Só há coisas boas a dizer destes queques, são muiiiiiito bons, então quentinhos...hum...uma delicia!

Vamos à receita?

Ingredientes:
300 g de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó
sal
4 ovos
2 dl de leite
2 dl de óleo Vaqueiro (usei 1 dL de azeite e 1 dL de manteiga derretida)
200 g de mistura de carnes frias picadas em pedaços (usei o resto do frango assado e 2 linguiças)

Preparação:
Ligue o forno e regule-o para os 180 °C.
Deite a farinha numa tigela e misture-a com o fermento em pó e uma pitada de sal.
Abra uma cavidade ao meio e deite aí os ovos, o leite as gorduras e misture muito bem com uma vara de arames até obter uma massa lisa.
Pique finamente as carnes frias e junte-as à massa misturando com um a colher de pau.
Distribua o preparado por forminhas de queques untadas e polvilhadas ou use forminhas descartáveis de alumínio.

Leve a cozer no forno durante cerca de 20 minutos. Pique a massa de vez em quando com um palito comprido de madeira.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Até sempre Enke!


Ainda estou meia incrédula com a morte do Enke...eu sei que a idade não define a hora de ninguém mas é sempre difícil aceitar a morte de alguém tão jovem.

Dizem que se suicidou, mas isso não interessa para nada...partiu e deixa saudades principalmente naqueles que lhe eram mais próximos...

Além de ter sido um grande-guarda redes, talvez o melhor do Benfica depois do Preud'Homme, foi sem dúvida um exemplo de ser humano para todos. Não era daqueles jogadores com a mania que era importante, era uma pessoa simples e humilde.
Vocês se calhar não sabem...mas era também um grande amigo dos animais. Além de ser membro activo da PETA, recolhia os cães abandonados com que se cruzava, acolhendo-os em sua casa e dando-lhes um lar. Em Lisboa tinha pelo menos 5 cães, todos eles recolhidos das ruas.

Esta mensagem é a minha forma de homenageá-lo...até sempre Enke!