terça-feira, 21 de abril de 2009

Bife de vaca com cogumelos e castanhas

Depois de passar o dia a apreciar a mais recente e majestosa obra dos Depeche Mode, nada como um jantarinho rápido e delicioso para terminar o dia.

Este prato reúne 3 coisas que eu adoro: tomilho, castanhas e cogumelos!
Admito que nunca tinha provado (conscientemente) tomilho até o ter semeado. Quando ele ficou pronto a usar fui logo pesquisar uma receita para saborear esta nova erva que tinha entrado na minha vida. A partir do momento que a provei não quis outra coisa! Adoro o sabor que dá à comida, especialmente nas carnes e agora está sempre presente. Tenho utilizado sempre o tomilho fresco, mas já semeei mais e quando estiver “utilizável” vou secá-lo. Recomendo vivamente!!



Este prato é, como já disse, uma combinação de coisas boas que eu gosto muito de comer. A receita dos bifes já não me recordo de onde a tirei e fiz as minhas adaptações. A receita dos cogumelos tirei do site http://www.gastronomias.com/, costumo fazer muitas vezes como entrada, mas desta vez achei que eram uma boa companhia para os bifes!

Vamos lá então às receitas.
Para os bifes
Ingredientes (para 2 pessoas)
1 costeletão do cachaço
3 dentes de alho
1 raminho de tomilho
2 folhas de louro
50 grs de manteiga
1 copo de vinho branco
Sal e pimenta q.b.

Preparação
Temperar o costeletão com sal, pimenta, tomilho e louro 1 a 2 horas antes de cozinhar.
Numa frigideira grande colocar metade da manteiga e levar os alhos, o tomilho e o louro (os que estavam a temperar a carne) a alourar. Quando o alho estiver a começar a dourar retirá-lo juntamente com as ervas e reservar. Na mesma frigideira alourar o costeletão em lume brando deixando cozinhar a gosto (eu prefiro mal passado).
Quando a carne estiver pronta retirar da frigideira, adicionar a restante manteiga, os alhos e as ervas que tinha reservado e o vinho branco. Deixar reduzir um pouco até ficar com um molho cremoso.
Verter este molho sobre o costeletão e servir.



Para os cogumelos
Ingredientes (para 2 pessoas)
1 embalagem de cogumelos frescos Paris (os branquinhos)
3 dentes de alho
1 raminho de salsa
1 colher de sopa de água
2 colheres de sopa de vinho tinto
½ pimento vermelho
Piri-piri e sal q.b.
Azeite q.b.

Preparação
Numa frigideira colocar o azeite e o alho picado. Quando o alho começar a estalar, colocar os cogumelos (se forem pequenos coloco inteiros senão corto em metade) e o pimento às fatias. Deitar a colher de água, temperar com sal e piri-piri e deixar cozinhar em lume brando.
Quando os cogumelos começarem a “amolecer” regar com o vinho tinto e deixar acabar de cozer sempre em lume brando.
No final polvilhar com salsa picada.

(se optarem por fazer estes cogumelos para uma entrada, podem servir com tostinhas…é delicioso!)

As castanhas são das ultra congeladas e foram simplesmente assadas: deliciosas!

Bom apetite!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Sonds of the Universe - Depeche Mode

E eis que saiu mais um CD dos DEPECHE MODE!!


Poderoso e ao melhor estilo dos DM!
E para abri o apetite, deixo-vos o primeiro single "Wrong". Depeche no seu melhor!!

domingo, 19 de abril de 2009

Os primeiros 365 dias de uma nova vida :)

Faz hoje um ano que uma nova vida começou! Um vida a 2 (que agora são 5!) cheia de amor, de partilha e muita amizade…Parece que ainda ontem andava nos preparativos e já passou um ano…
Foi um dia bonito, preparado com muito carinho e dedicação (sim…aqui a croma decidiu fazer tudo em casa e depois andou os 2 dias anteriores a correr de um lado para o outro feita barata tonta). Foi uma cerimónia linda, muito pessoal e muito sentida.

A Festarola correu muito bem e foi acima de tudo uma festarola à nossa imagem! Tendo em conta que eu não me imaginava vestida de noiva, nem me imaginava o centro das atenções, até não correu mal ;)
O São Pedro deu um ar da sua graça, mas nos momentos chave ainda nos fechou a torneira.

É um dia para recordar sempre com um sorriso nos lábios e uma pontita de nostalgia no coração! Que este seja o primeiro de muitos aniversários!!
Como nunca fui boa com as palavras e as imagens falam por si, decidi partilhar convosco pedacinhos de um dia para mais tarde recordar!

Este post é obviamente dedicado ao meu K. o meu amorzito ;) . É o meu companheiro, o meu confidente e o meu amigo. Atura-me quando já mais ninguém tem paciência e está sempre presente, sempre do meu lado...mesmo quando não sabe muito porquê (nós as mulheres somos bichos complicados)! (ai jasus tanta lamechice...)! Esta música é para ti :)

sábado, 18 de abril de 2009

Bolo de Laranja ensopado

E que tal um bolinho de laranja para o fim-de-semana?


Em casa da minha mãe todos os fins-de-semana havia um bolinho! Ela tem um fogão a lenha e era costume acende-lo aos fins-de-semana. Obviamente que se aproveitava sempre para fazer um bolo!

A minha mãe gosta tanto ou mais de doces que eu e cedo me passou a paixão pelo doçaria! Quando ainda era uma criança, mal ouvia o batedor de claras a funcionar (uma coisa muito arcaica…era basicamente uma mola com um cabo agarrado!) ia a correr para a cozinha para poder rapar o resto na massa! Cedo aprendi com ela a fazer os bolos e por volta dos 12 anos o meu padrinho deu-me a minha primeira batedeira!! Era uma Jocel, daquelas com suporte e tigela incorporada, um sonho na altura!! Muitos bolos fiz eu com aquela batedeira…infelizmente, como tudo na vida, um dia avariou e, tendo em conta o preço dos electrodomésticos, já não se justificava o arranjo e comprou-se uma nova.
Agora cá em casa tenho uma máquina de cozinha da Krups, é a menina dos meus olhos!! Além de ser uma óptima batedeira , tem ainda uma série de acessórios que a tornam uma grande ajuda na cozinha! Foi uma prenda da minha irmã E. que soube que eu a andava a namorar e decidiu oferecer-nos, obrigada E.

Mas deixando as histórias lamechas sobre as batedeiras da minha vida, vamos à receita.
Desta vez tirei da Cozinha do Nuno Miguel, apenas alterei a calda porque acho que o açúcar do bolo é mais que suficiente. Já fiz várias vezes o bolo porque é realmente muito bom, fica húmido, com a textura própria de um bolo amanteigado e com um acentuado sabor a laranja! Além disso é um bolo que dá pouquíssimo trabalho e é um sucesso garantido!

Ingredientes:
150 g de manteiga
300 g de açúcar
6 ovos
300 g de farinha de farinha com fermento
sumo e raspa de 1 laranja (para a massa)
sumo de 2 laranjas para a calda

Preparação:
Bater a manteiga com o açúcar até obter um creme liso (eu deixei bater durante 8 min). Adicionar os ovos inteiros, um a um, mexendo bem entre cada adição. Envolver a farinha peneirada no preparado anterior e por fim acrescentar o sumo e raspa da laranja envolvendo bem.
Verter o preparado numa forma, untada e polvilhada com farinha, levar ao forno a 180 graus, mais ou menos 35 minutos (eu usei uma forma de buraco, se usarem uma forma sem buraco obviamente que demorará mais tempo).
Sem desenformar e com o bolo ainda quente verter o sumo das duas laranjas sobre a parte estalada do bolo (como o da foto). Caso ele não "estale" é necessário picar o bolo com um palito antes da "rega". Desenforme ainda morno.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Coquinhos

Continuando na onda Pascal, deixo-vos hoje a receita de coquinhos que fiz a pedido especial da E..
Nunca tinha feito coquinhos e quando a E. me pediu admito que fiquei com algum receio...é que ela colocou uma fasquia muito alta: pediu-me para fazer uns coquinhos como os da Jamor (uma pastelaria no Porto). Os coquinhos da Jamor são simplesmente os melhores coquinhos que alguma vez comi, são húmidos, saborosos, desfazem-se na boca...

Por breves momentos disse-lhe que não, que nunca tinha feito e que muito dificilmente faria uns coquinhos semelhantes aos da Jamor. Mas depois pensei: "já vi em tantos blogs e aquilo não parece nada complicado...". Optei por uma receita da Sara do Água na Boca, acrescentei apenas sumo de limão!
Ficaram óptimos, mas ainda longe dos da Jamor ;), com o "rabinho" húmido!
Para a próxima faço numas "forminhas" maiores, mas como foi tudo a correr tive de fazer no que tinha em casa!


Vamos à receita?

Ingredientes:
4 ovos
2 colheres sopa de manteiga derretida
200 g de açúcar
200 g de côco
Sumo de ½ limão

Preparação:
Bater os ovos com o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado (bati durante cerca de 5 min na velocidade máxima). Adicionar o côco e mexer. Por fim adicionar a manteiga derretida e sumo de limão.
Com a ajuda do saco de pasteleiro encher as forminhas (podem encher bem que eles não crescem) e levar a cozer a 180ºC cerca de 10 min.

Para garantir que não secavam coloquei no forno 2 chávenas de café cheias de água. Fui verificando a cozedura e quando começaram a queimar retirei um para verificar o estado do “rabinho”. O coquinho quando está ainda quente deve ficar bastante mole, apenas com o topo tostado. Assim garantem-se uns coquinhos húmidos e deliciosos!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Mais uma caixinha...

A minha aventura pela Decoupage continua, mas o raio dos guardanapos também continuam a sair enrugados.
Desta vez usei uma caixinha que a minha irmã M. tinha lá por casa. Como qualquer lembrança de casamento que se preze estava arrumada numa caixa juntamente com montes de fotos e lembranças de casamento…o costume. (fala a croma que passou horas a fazer lembranças de casamento...gosto de viver na ilusão que pelo menos as senhoras lhe deram algum uso). Então lembrei-me de a trazer de volta à vida!

A ideia original era forrar toda a tampa com o motivo do lenço de papel usado, mas a caixa tem umas beiras demasiado complicadas para quem está a começar e para evitar asneira decidi só forrar a parte superior da tampa.

Desta vez o lenço de papel ficou ainda pior que as duas tentativas anteriores…ficou com algumas zonas tão más que tive de disfarçar com umas lantejoulas. E já que estava numa de inovar decidi rematar a caixinha, e dar-lhe desta forma um ar mais fofo, com uma fitinha laranja. Digam lá se não ficou mimosa?? :)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Pudim francês

Este pudim é presença obrigatória em casa da minha mãe! Desde que me lembro de ser gente que este pudim faz parte das mesas de festa e não só lá de casa. Este foi feito para o almoço de Páscoa na casa da família do K.
É um pudim muito fácil de fazer e muito saboroso (diz quem gosta) e, embora leve bastantes gemas, podemos sempre aproveitar as claras para fazer outra sobremesa deliciosa.
Chamam-lhe pudim francês, porquê? Não faço ideia. Este é bem português!!

A receita é da minha mãe :)

Ingredientes:
11 gemas
1 ovo
12 colheres de sopa de açucar
300 mL de leite
1 colher de sopa de farinha sem fermento
1 cálice de vinho de porto
Caramelo para barrar a forma

Preparação:
Bata as gemas e ovo com o açúcar até obter uma mistura homogénea. Dissolva a farinha com um pouquinho de leite e junte ao creme das gemas. Adicione o restante leite e mexe até obter um creme liso. Por fim adicione o vinho do porto.
Forre uma forma de pudim com caramelo e verta o pudim. Levae a cozer em banho-maria cerca de 1h/1:30h (ou até verificar que está cozido).
Desenforme apenas quando estiver frio, sobre o prato fundo para não derramar o caramelo.

Eu faço sempre o caramelo em casa. Coloco numa panelinha 150 grs de açúcar e cubro com água (só a necessária para cobrir o açúcar), depois levo a fever até obter a cor desejada. Se optarem por fazer o caramelo tenham cuidado ao untar a forma para não se queimarem. Ah! E coloquem logo a panela em água para os restos di caramelo derreterem e não terem de andar a esfregar a panela!

Mais uma Páscoa passada...para o ano há mais!

E pronto, já passou!

No Domingo ficamos com a família do K., foi a minha primeira Páscoa com eles. Mesmo a 110 km de distância as tradições ainda são muito semelhantes (pronto...falta-lhes a água benta!).
A família junta-se toda, ora na casa de uns ora na casa de outros, terminando num agradável "almoço" na casa da prima S. É sem dúvida mais uma grande festa de família :)
Embora estivesse algum frio, esteve um bonito dia de sol e enquanto esperávamos pelo compasso, ainda deu para passear pelo jardim da S. :) e apreciar a beleza da natureza!


Na segunda-feira lá fomos nós rumo ao Samão, uma bela aldeia perdida no meio das montanhas (um dia destes tenho de vos mostrar esse cantinho do paraíso). Felizmente para nós as "Páscoas" calham em dias diferentes, permitindo-nos passar este dia com os 2 lados. Chegamos ao Samão chovia e estava taaaaanto frio!


O que nos salva é sempre aquela maravilhosa lareira!! De tarde o S. Pedro deu umas tréguas para que o compasso pudesse anunciar a ressurreição!


No Samão a Páscoa não é a festa da família, é a festa da aldeia toda (que vai dar quase ao mesmo uma vez que somos quase todos primos!!). É uma aldeia pequenina com pouquíssima gente, mas na 2ª-feira de Páscoa os filhos da terra voltam todos, vêm pessoas de fora e alegria multiplica-se.
Depois de passar o compasso entra-nos pela porta dentro toda a aldeia (literalmente) para comer, beber e cantar ao desafio acompanhados pelas concertinas! Depois de acabar a festa em nossa casa juntamo-nos à população e vamos pela aldeia fora de casa em casa, comendo e bebendo (sim...porque as pessoas obrigam-nos a comer e beber e ficam ofendidas se não o fizermos)!
É uma grande festa, com muita alegria e sobretudo muita união. Aproveita-se para rever os familiares e amigos, aproveita-se para matar saudades, aproveita-se para dedicar um bocadito de tempo a quem nos é querido e deixar uma palavra de apoio aos mais velhinhos.

A Páscoa no Samão sempre foi assim e esperemos que continue durante muitos anos!
Quando éramos crianças eu e as minhas irmãs, juntávamo-nos aos nossos primos e íamos de casa em casa com uma alegria única, afinal de contas era o único dia do ano em que podíamos comer todos os doces que conseguíssemos sem nenhum adulto nos chamar a atenção (e ainda enchíamos um saco que dividíamos no final e que muitas vezes nem chegávamos a comer! Agora serve como já disse para matar saudades :)
Espero que daqui a muitos anos esta tradição se mantenha e que a Páscoa do Samão continue a ser como sempre foi!!

domingo, 12 de abril de 2009

Domingo de Páscoa

Há 1976 anos atrás um jovem simpático e amigo, deu a vida por todos nós e ressuscitou dos mortos passado 3 dias! Para a igreja católica a Páscoa é a maior de todas as festas, é a passagem da morte para vida, a fé de que um dia estaremos todos juntos com Ele lá em cima.


Uma das minhas tradições favoritas é sem dúvida o compasso, talvez por ser uma tradição antiga e por saber que ainda há pessoas que gostam de abrir a porta da sua casa para receber a cruz, com as campainhas sempre a tocar! O compasso recria o que Maria Madalena fez quando no dia da ressurreição não encontrou Jesus no sepulcro: saiu a correr pelas ruas anunciando a ressurreição!


É também mais um belo motivo para uma reunião familiar e para uma mesa cheia de coisas boas. Hoje ficaremos por terras de OAz, mas amanhã rumaremos até terras longínquas, para lá do Marão!

sábado, 11 de abril de 2009

Quiche de Atum

Desde que descobri as massas frescas que no frigorifico cá de casa há sempre massa folhada e massa quebrada para satisfazer possíveis desejos repentinos, daqueles muito fortes que aparecem sem avisar!
Há dias em que nos apetece uma coisa boa, rápida e simples de fazer e estas massas são um elemento fundamental! Quando nos apetece uma coisa dessas normalmente sai uma quiche! As quiches são simples e permitem-nos dar azo à imaginação! Além disso uma quiche raramente sai mal !!

A “minha” quiche nasceu num belo sábado em que era demasiado tarde para fazer comida “a sério”. Olhei para o frigorifico e vi a massa folhada a olhar para mim como quem diz “come-me…sou tão boa…”, pensei logo numa quiche, mas por norma as ditas sofrem de um grande mal: natas! Eu e as natas não somos propriamente as melhores amigas do mundo. Foi então que um frasco de maionese me disse: “oh pá, se me juntares aí com 1 ou 2 daqueles ovos jeitosos do andar de cima, somos capazes de fazer o serviço das natas. (isto está mesmo mal…até já falo com a massa folhada e com a maionese…).

Depois desta bela conversa foi só juntar o que me pareceu bem e dai surgiu esta bela quiche! Vamos então à receita:

Ingredientes:
1 embalagem de massa folhada de compra
2 cenouras raladas
milho q.b. (uso congelado e coloco a “olhómetro”)
camarões a gosto
delícias do mar a gosto
2 latas de atum escorrido
3 colheres de sopa bem cheias de maionese
2 ovos

Preparação:
Forre uma tarteira com massa folhada e pique o fundo com um grafo (ou com um picador de massa…sim, isso existe e eu tenho um…quando me ofereceram ainda olhei várias vezes para ele tentando perceber para que serviria aquele pequeno instrumento.)
Distribua a cenoura ralada, o milho, os camarões e as delicias cortadas em rodelas. Cubra tudo com o atum.
Por último, bata os ovos com a maionese e “regue” uniformemente a quiche.
Leva ao forno, cerca de 200º, por 30 min (ou até a massa estar cozida).

P.S. o molho de maionese+ovos torna a quiche muito mais leve, menos agressiva e muito mais saborosa. Além disso é menos calórica (digo eu…).

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Porque hoje é sexta-feira Santa...

...realiza-se em Braga a Procissão do Enterro do Senhor.

Esta imponente procissão - de todas a mais solene e comovente - leva pelas ruas da Cidade o esquife do Senhor morto. Acompanham-no várias irmandades, cavaleiros das Ordens Soberana de Malta e do Santo Sepulcro de Jerusalém, Capitulares da Sé e autoridades.
Vão também os andores de Santa Cruz e da Senhora das Dores.
Em sinal de luto, os Capitulares e os membros das Confrarias vão de cabeça coberta.
Para mostrar a sua dor, as figuras alegóricas ostentam um véu de luto.
As matracas dos farricocos vão silenciosas. As bandeiras e estandartes, com tarja de luto, arrastam-se pelo chão...

Texto e imagens retirados de http://www.semanasantabraga.com/

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Vai um chazinho??

Com um dia destes o que sabe mesmo bem é um belo chazinho, acompanhado por uma bela fatia de chocolate! (oh pá…temos de comer o bolo todo hoje porque amanhã é sexta-feira Santa, dia de jejum e abstinência. No sábado também não é um dia bom para andar por aí a comer doces porque temos de deixar espaço na barriga para o Domingo de Páscoa!)

Adiante…
Cá está mais uma caixa…imperfeita q.b.
Ainda tenho muito que aprender, principalmente na colagem do guardanapo. Continua a ficar enrugado :( A caixinha laranja é mais apelativa, talvez por causa das cores mais coloridas, no entanto gostei do resultado final, quiçá por serem os meus verdes??


O que aprendi desta vez:

- A zona onde vamos colar o guardanapo tem de ficar branca! Nem uma pintinha que seja de outra cor senão nota-se (se repararem há uma barrinha verde na caixa que não é do guardanapo…mas sim do fundo…).

- As caixas da Elsa Lar não são de todo as melhores para quem está a aprender porque têm um friso muito lindo e tal, mas que só atrapalha quem não sabe! É o que dar ter ido lá toda gananciosa e ter trazido 3 caixas com frisos...

- A fita “krep” é um espectáculo para não borratar esquinas, mas será um espectáculo ainda maior se eu a colar como deve ser.

- Desta vez tentei colar “pedaços” do guardanapo nas divisórias e fazer umas pintinhas nas ditas. Este trabalho deve ser feito em dias sem tremideira (que não era o caso…) ou então tomar um valdispert antes de começar o trabalho (ai os velhos tempos dos laboratórios em que antes de sair de casa lá tinha eu de tomar um comprimido mágico para ver se os tremeliques passavam!!)

- Os meus novos pincéis são maravilhosos, melhores até que o meu amigo rolo!!
Mais uma vez obrigada AnaIsa. Na minha primeira investida pelo mundo dos pincéis trouxe os mais baratos que eram simplesmente horríveis porque deixavam tudo marcado. A AnaIsa lá me aconselhou outros e o K. e eu fomos em busca de pincéis dignos desse nome. O que eu não sabia é que os bons pincéis eram feitos de pêlos de marta ou de esquilo…como podem imaginar a minha pessoa seria incapaz de andar por aí toda sorridente a pintar com pêlos de esquilo, de marta ou de outro animal qualquer. (E aqui se levanta uma dúvida: as martas eu sei que são mortas para usar a pele para as madames sem neurónios usarem como casacos, e suponho que é daí que também saem os pelos para os pincéis; e os pêlos de esquilo?? Eles também matam os pobres coitados para fazer apenas e só pincéis??? E os pincéis de pêlo de porco?? Como tiram eles os pêlos aos porcos se os desgraçados não são de todo peludos?? É melhor nem pensar mais nisto que até fico doente…).
Obviamente que o meu K. sabia que eu não iria comprar pincéis com pêlos de animal, então encontrou-me uns sintéticos e maravilhosamente suaves!! Vivam as Eng. Químicas que inventam cenas sintéticas e vivam por muitas outras coisas porque são umas gajas porreiras (sim…no feminino que neste ramo as mulheres é que mandam!).

Por hoje é tudo…acho que vou fazer mais um sacrifício e comer outra fatia de bolo. Alguém se quer sacrificar comigo??

Hoje por terras de Bracara Augusta...

...realiza-se a procissão do "ECCE HOMO" inserida nas celebrações da Semana Santa.

Organizada desde tempos antigos pela Irmandade da Misericórdia, esta procissão evoca o julgamento de Jesus, ao mesmo tempo que celebra a misericórdia por Ele ensinada. Abre o cortejo o exótico grupo dos farricocos com grosseiras vestes de penitência, descalços e encapuçados, de cordas à cinta, como outrora os penitentes públicos, empunhando matracas e fogaréus (taças com pinhas a arder). Daí chamar-se também «Procissão dos Fogaréus». Integrados na procissão, revestem um simbolismo diferente do da tarde: evocam os guardas que, munidos de archotes, foram, de noite, prender Jesus.

A imagem do Senhor «Ecce Homo» representa o Cristo tal como Pilatos o apresentou à multidão, dizendo: - «Eis o Homem!».

Texto e imagens retirados de http://www.semanasantabraga.com/

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Bolo fofo de chocolate

A inauguração culinária deste blog tinha de ser com um bolo de chocolate. Mas não é um qualquer bolo de chocolate, é "O" bolo de chocolate. Supostamente chama-se “Bolo fofo de chocolate” mas ele vai muito para além do fofo: é delicioso, suave, aconchegante, com um forte trago a chocolate e uma textura tão macia que se desfaz na boca! Quem já o provou sabe do que falo.

Mas deixando a treta de lado, vamos ao que interessa. A receita vem no Krups Cook Book e é um bolo simples de fazer e que coze rápido.

Ingredientes:
250 grs de açúcar (costumo por apenas 200 grs)
250 grs de manteiga (uso parte dela para untar a forma)
250 grs de chocolate preto (uso Nestlé)
6 ovos
80 grs de farinha
1 pitada de sal

Preparação:
Partir o chocolate em pedaços e leva-lo a derreter em banho-maria juntamente com a manteiga.
Bater as claras em castelo, com a pitada de sal, e reservar.
Bater as gemas com o açúcar até obter uma mistura fofa e esbranquiçada. Misturar suavemente o chocolate e a manteiga derretidos, adicionar a farinha e mexer suavemente. Por fim incorporar delicadamente as claras batidas em castelo.
Deitar a massa numa forma de 22 a 24 cm (aconselho vivamente uma forma de fundo amovível, porque é um bolo muiiito delicado!) untada e polvilhada e levar ao forno (180/200ºC) durante 20 a 25 min. Para verificar a cozedura espetar a lâmina de uma faca na borda da massa - a faca deverá sair seca, espetar de seguida a lâmina no centro do bolo e ela deverá sair húmida.

Como devem ter reparado o bolo leva “alguma” manteiga, por isso este pecado é para cometer de longe a longe (muiiiiiiito de longe a longe!) e de preferência a partilhar por muitos para assim cada um só comer uma fatia (eu e o K. lá teremos de fazer o sacrifício de o comer sozinhos…vida madrasta!)

Para o pecado ser completo eu costumo servir com uma bolinha de gelado de baunilha e uma calda de frutos vermelhos! Mas hoje, e como estamos na época dos meus amigos, acompanhei com morangos fresquinhos (mergulhados na massa ainda quente..hummmm)! Maravilhoso!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

O Brasiu chegô (é favô lê com sotáqui)

O Brasil chegou cá casa :) A minha irmã M. foi passear para o Brasil e como seria de esperar veio de lá cheia de coisas boas e giras!

Tinha-lhe pedido para me trazer alimentos típicos de lá e ela trouxe-me café e cajus! Aqui há uns anos o P. tinha ido passar umas férias a Natal e trouxe uns cajus caramelizados que eram deliciosos! Pelos vistos estes cajus caramelizados são típicos do nordeste Brasileiro e não do Rio de Janeiro, mas mesmo assim caju é sempre bom!
Ficou apenas a faltar a cachaça, mas era arriscado trazer as garrafas na mala porque, tendo em conta a taxa de ocupação da dita, corriam um sério risco de partirem e estragarem tudo o resto.
Ainda não experimentamos o café porque à noite só bebemos descafeinado mas no fim-de-semana não escapa!


Como não podia deixar de ser lá vieram as havaianas e os bikinis! Até tive direito a umas havaianas giríssimas tipo sandália (roam-se lá de inveja!!).

Quanto aos bikinis…bem, eu sabia que os “bikinis brasileiros” fugiam para o pequeno, o que não sabia é que eles fugiam tanto!! O tamanho “G” (supostamente o nosso L) é o equivalente a um S em Portugal, e o “P” (supostamente o nosso S) só serve a miúdas com menos de 12 anos ou então a pessoas com graves problemas nutricionais. Tirando isso, são giríssimos, mas como diz o K., algumas “parte de cima” são para usar em praias onde ninguém nos conheça!! Eheheheh

A foto do Afonsinho com ar sou-giro-e-bom é só para mostrar como ele é giro e bom (sou mãe babada e depois???)
Aquelas coisas grandes e pretas são do K.

E, at least but not the last, os pacotes de açúcar!! Mais uns quantos para a colecção!!

Digam lá se a minha irmã não é um espetáculo??